A FONTE DE TREVI E O CASTANHEIRO


Fontana di Trevi - ou a fonte dos trevos (traduzindo em Português) é a mais bela, a maior e a mais representiva do estilo barroco italiano. De acordo com a história, esta fonte situa-se no cruzamento de três vias (tre vie) e foi o ponto final de um aqueduto, o Acque Virgine, que conduzia a água à cidade. Esta obra gloriosa ficou a dever-se ao Papa Nicolau V que, no Século XV, ordenou o restauro deste aqueduto, levado à ruina pelas invasões bárbaras, obra que se deve ao génio do arquitecto humanista Leon Battista Alberti.

Nunca se imaginou, então, o que o tempo futuro lhe reservaria. Este ponto de visita obrigatória - diária, para quem pela fonte se apaixona - enche-se com uma maré humana viva, alegre, e romântica que, seguindo a tradição, de costas voltadas para as cascatas da água, atira as três moedas lendárias. Diz-se que é para voltar. Para mim é um ritual sagrado que sigo, em nome de pessoas amadas que, antes de mim, lá foram e não puderam voltar.
E, como os demais, confio que regressarei, pois tenho tido a fortuna de a rever, de escutar a música da água que cai, e a sua limpidez cristalina, o riso contagiante dos visitantes, a felicidade de estar naquele lugar e a esperança, espelhada em cada rosto que por lá passa, de que um dia voltará. 




Mesmo em frente à Fontana di Trevi, este castanheiro tem lugar cativo.
As suas castanhas assadas são uma obra de arte. De longe, quase se assemelham a chocolates, tal é o aprumo com que ele as acomoda na chapa. E em pleno frio de Dezembro, é bom parar por ali, a falar e a contemplar este local que, sem ser grande, é na verdade, imenso!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A MATRIOSKA VISTA POR GALYNA STARCHUK