A GRAND PLACE, A RIQUEZA DAS CORPORAÇÕES E A NOSSA HISTÓRIA

Esta praça, ponto obrigatório de visita para turistas, tem muita história para contar.
Passear os olhos em seu redor é descobrir verdadeiras relíquias, "ouvir" e recordar o que aprendemos nos bancos da escola. Os edifícios que a rodeiam são a voz de uma riqueza que aí nasceu, fruto de um comércio medieval que foi crescendo, pela iniciativa dos mercadores.
Desafiando o clima de instabilidade da Europa do Século XII e XIII, entre guerras de senhores feudais, os mercadores enriquecidos tiveram que esculpir nestas pedras o seu poder. Brevemente nasceria uma burguesia e, com ela, uma nova ordem política. 

Nas fachadas destes edifícios adivinhamos, ou melhor, despertamos reminiscências desse passado glorioso das corporações, aqui agrupadas nas famosas Hansas.
Foi nestas organizações, com santo padroeiro, bandeira e estatutos que nasceram as primeiras regras do comércio. Abolidas em plena era Napoleónica, em nome de uma liberdade individual intransigente, passaram à clandestinidade. 

E, como em qualquer centro de atracção, também aqui tive a oportunidade de ver os noivos,
Em pose, ou sem ela, é sempre uma emoção especial ver um casamento,
Em qualquer lado do mundo.

Na Grand Place são famosos os tapetes de flores, primorosamente confeccionados, multicolores e profundamente artísticos.
Mas, como disse Sophia de Mello Breyner Andresen a seu filho Miguel de Sousa Tavares, "viajar é olhar" (in Sul, crónicas de viagem), se escrutinarmos as pedras, as entradas góticas e barrocas, sempre encontramos uma curiosodade inesperada.
Como esta que ficou registada, Marx também esteve nesta praça. considerada, em 2010, a mais bela do mundo.

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