BELMONTE - UMA VILA ONDE HÁ MAIS PORTUGAL
Vila do distrito de Castelo branco, recebeu foral de D. Sancho II em 1199.
Terra natal de Pedro Álvares Cabral, aqui se guardam memórias dos Descobrimentos Portugueses e se cruzam os caminhos da Fé - um do Cristianismo, com uma rota do Caminho de Santiago, um do Judaísmo, porque nesta terra encontrou refúgio um grupo de judeus perseguidos pelos movimentos de reconquista da Península Ibérica, em Espanha com os Reis Católicos (Fernando e Isabel) e em Portugal com D. Manuel.
Pedro Álvares Cabral,
A sinagoga.
A comunidade judaica de belmonte pertence a um grupo que não se sujeitou ao exílio, nem à conversão ao cristianismo decretada por D. Manuel. Optaram pelo absoluto isolamento, continuando a cultivar os seus rituais religiosos, usos e cultura, de forma intacta até aos nossos dias. Na década de 70, este grupo criptojudaico reatou as suas relações com Israel e inaugurou, em 2005, o Museu Judaico de Belmonte.
À entrada do Museu Judaico, um repositório dos símbolos de uma das três mais relevantes religiões monoteístas.
Um tributo prestado pelo Município à resistência desta comunidade.
Um exemplo de tolerância entre os Homens.
TUDO SE ILUMINA PARA AQUELE QUE BUSCA A LUZ - BEN ROSH
Pensamento que é a minha estrela polar, por se manter num ponto sempre fixo do meu universo de Valores.
Não é preciso comentar este belo pensamento.
Válido, seja qual for a profissão de Fé.
O kippa ou Kipá (de abóboda, cúpula ou arco) enfatiza a ideia de que os Homens devem temer a Deus.
Há quem o use em todos os momentos do dia, ou, apenas, em momentos litúrgicos e solenes.
É um símbolo de humildade do Homem perante o seu Criador.
Tradicionalmente usado pelos homens, admitem os novos movimentos não ortodoxos que as mulheres também o possam usar.
Um memorial às vítimas da Inquisição.
Como acontece com qualquer outro memorial, a leitura atenta desta lista e de cada nome faz-nos reflectir sobre a intolerância, a injustiça, a violência gratuita, e o tempo - sempre repetível - em que os Homens podem recuar civilizacionalmente.
O medo é a raiz de todos os males.
Uma lápide que recorda Zeca Afonso.
Poeta e cantor de intervenção social, viveu em Belmonte na companhia de seu tio, então o Presidente da Câmara, depois de regressar de África onde viveu com seus pais e que o marcou profundamente.
Nascido em 1929, morreu em 1987 vitimado por uma doença degenerativa e incapacitante que tolheu a sua bela voz.
A minha geração não poderá esquecer as suas baladas, ouvidas na clandestinidade.
Uma rua de Belmonte.
De traçado limpo e arejado, esta vila Portuguesa tem uma beleza rara.
Vale a pena a visita e, para quem puder ficar por lá, usufruir uns momentos de ócio numa esplanada, contemplar o planalto, ver os jardins e as casas bem conservadas e floridas, subir ao castelo e sentar-se no anfiteatro, a ouvir o silêncio.
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