O PASSADO E O PRESENTE - O TEMPO ENTRELAÇADO


O Buraco dos homens mortos

Perto da escadaria que nos conduz à Tower Bridge, na margem em que se acede à Torre de Londres, encontramos este insólito lugar, devidamente assinalado.
Era aqui que se recolhia os cadáveres daqueles que eram lançados da Torre ao rio Tamisa, para serem depositados na zona inferior de uma escadaria e, mais tarde, levados para enterramento.
Funcionava este "buraco" como uma casa mortuária.

E este é o buraco assinalado.
Com vista para a Câmara Municipal Londrina, e no último degrau, está a plataforma onde se tratava de recolher os corpos. 



Londres foi um alvo certo e cirúrigico dos bombardeamentos alemães, na II Guerra Mundial.
A história desta cidade estará sempre ligada aos conflitos mundiais armados (I e II G.M.).
O esforço de guerra, e a vitória dos Aliados, nunca seria possível sem o empenhamento e sacrifício das Mulheres, que deixaram o seu papel tradicional, na casa e na família, para se comprometerem activamente com o destino das nações livres.
Passaram, então, a trabalhar nas fábricas e em todos os sectores onde a mão-de-obra masculina escasseou, por força do recrutamento militar.
A homenagem às Mulheres, numa escultuta imponente, pela sua singeleza de traços e formas.  


A icónica Scotland Yard e o seu quartel original.
O nosso imaginário, no seu melhor!


Uma escultura de Rodin, num dos jardins próximos do Parlamento, o Jardim da Torre de Vitória.
Rodin, um dos mais geniais escultores do movimento estético realista e impressionista, duplicava, nas suas obras, alguns dos seus elementos, como mãos e cabeças. O Pensador e o Beijo são dois legados inesquecíveis.

De acordo com a lei Francesa, após a sua morte só permitiram a execução de 12 cópias do grupo escultórico "Os burgueses de Calais".
O Governo Britânico comprou uma cópia em 1911.
A escultura remete para a Guerra dos Cem Anos, período de conflitos intermitentes entre França e Inglaterra pelo domínio de Calais, na altura um pequeno povoado mas com grande valor geoestratégico.
O grupo dos 6 cidadãos representa a rendição de Calais ao Rei Eduardo III, em 1347, depois de um longo cerco com fome. 


Quem gosta de deambular a pé pode fazer este passeio, seguindo um trilho a que deram o nome da Princesa Diana.
É um memorial interessante, já que, caminhando entre jardins e na margem de parques frondosos, é-nos possível deparar com outros monumentos, igualmente evocativos de memórias relevantes, enquanto relembramos a vida da malograda Diana Spencer. 


Outra curiosidade: a entrada no Parlamento especialmente reservada para a Soberana.


Relógios e placas que respeitam o tempo passado.


Para os apreciadores de chá, uma loja muito especial.
A Twinings of London é uma marca de chá inglesa fundada em 1706.
Foi D. Catarina de Bragança, nascida em Vila Viçosa em 1638, que introduziu o hábito do chá em Inglaterra. 
Casada com Carlos II, celebrou duas cerimónias religiosas - a católica, em segredo, e a anglicana - mas não foi uma rainha amada, nem pelo marido, nem pelos seus súbditos.
Porém, a esta raínha os Ingleses devem alguns hábitos que veneram: o chá das 5, a geleia de laranja, o uso de talheres e o tabaco.
Apesar do chá ser já vendido em Londres, foi D. Catarina que o transformou numa verdadeira instituição que ficou para a posteridade como o "five oclock tea". 


Aqui viveu o cidadão americano Herman Melville em 1849.
Uma casa tipicamente inglesa, num bairro tipicamente inglês.
Autor da célebre obra literária "Moby Dick" que habita na nossa memória.
A história do cachalote branco que, harpoada vezes sem conta por baleeiros, a todos destruiu.


E o restaurante japonês onde se pode comer bem por bom preço.
Muito perto de Trafalgar, ali encontramos consolo com salgados e doces.
Como tudo o que é made in Japan, os doces aparecem nas vitrines como obras de arte, cheios de cor e simetria, em doses individuais ou em embalagens absolutamente fantásticas!  

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