UMA QUESTÃO DE FÉ
Outubro de 2005.
Chegámos a Gerez de la Frontera, sem a mínima ideia de que o acaso nos preparava uma bela e rara surpresa. Pela primeira vez na história de Espanha - e do mundo, como tiveram o cuidado de nos avisar - as Congregações e Confrarias religiosas do país nosso irmão celebraram um encontro precioso.
Os andores, a maioria de porte gigantesco e saídos, cada um deles, de diferentes Igrejas, percorreram a cidade num dia de festa.
Na minha memória, revejo Virgens dolorosas, mantos recamados de pérolas, oliveiras em idade madura, imagens de Cristo na cruz, momentos da Sua Paixão, confrades rigorosamente trajados e com as respectivas insígnias, dezenas de homens que suportaram a sua dor para suportar o peso de cada andor, o alívio do dever cumprido, quando o ciclo se fechou com o regresso dos andores às suas Igrejas, e a festa com o célebre Xerez.
Tudo envolto num manto de sons, da música que tornava possível cada esforçado passo.
Simplesmente inesquecível!
É provável que volte a estas paragens, porque nelas persigo o Sul, e a luz do norte de África, e me acerco de Tarifa, essa bela praia vasta e de ventos onde há milhares de adeptos do windsurf .
É bem provável que regresse aos planaltos desta região de Espanha, onde o pequeno-almoço pode ser uma sande de presunto e pão de centeio, barrado de azeite e tomate.
E mesmo que os meus sentidos já não contemplem a beleza daquele Outubro, terei sempres estas memórias, perfumadas pelo aroma daquelas flores.
Chegámos a Gerez de la Frontera, sem a mínima ideia de que o acaso nos preparava uma bela e rara surpresa. Pela primeira vez na história de Espanha - e do mundo, como tiveram o cuidado de nos avisar - as Congregações e Confrarias religiosas do país nosso irmão celebraram um encontro precioso.
Os andores, a maioria de porte gigantesco e saídos, cada um deles, de diferentes Igrejas, percorreram a cidade num dia de festa.
Na minha memória, revejo Virgens dolorosas, mantos recamados de pérolas, oliveiras em idade madura, imagens de Cristo na cruz, momentos da Sua Paixão, confrades rigorosamente trajados e com as respectivas insígnias, dezenas de homens que suportaram a sua dor para suportar o peso de cada andor, o alívio do dever cumprido, quando o ciclo se fechou com o regresso dos andores às suas Igrejas, e a festa com o célebre Xerez.
Tudo envolto num manto de sons, da música que tornava possível cada esforçado passo.
Lado frontal de um dos belos andores
O peso brutal suportado por dezenas de homens que se revezavam em cada 5 minutos, com um andar compassado ao milímetro e ao segundo, respondendo aos comandos de um Confrade, tacteando, literalmentre, as pedras da rua, para cumprir a via sacra.
Simplesmente inesquecível!
É provável que volte a estas paragens, porque nelas persigo o Sul, e a luz do norte de África, e me acerco de Tarifa, essa bela praia vasta e de ventos onde há milhares de adeptos do windsurf .
É bem provável que regresse aos planaltos desta região de Espanha, onde o pequeno-almoço pode ser uma sande de presunto e pão de centeio, barrado de azeite e tomate.
E mesmo que os meus sentidos já não contemplem a beleza daquele Outubro, terei sempres estas memórias, perfumadas pelo aroma daquelas flores.
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