MDINA, A CIDADE DO SILÊNCIO
Malta, Agosto de 2010
Um passeio de cavalo também apetecível para conhecer a cidade.
E uma placa evocativa da presença de Napoleão Bonaparte nesta ilha.
Vista de uma artéria central de La Valleta, que bem indicia como são antigas as edificações.
Por todo o lado e para onde quer que olhemos, lá está o mar!
E a religiosidade autêntica do povo de Malta que não descura as suas festas.
No sítio mais improvável encontramos donas de casa que se refrescam no mar, conversando e flutuando com a maior das calmas...
Estas estão praticamente a centenas de metros do porto de mar onde atracam os navios cruzeiro....
Cartaz turístico de Mdina
Mdina, Città Vecchia ou Città Notabile é a antiga capital de Malta.
A ilha, situada praticamente no centro do mar mediterrâneo, é dourada.
As cidades e vilas, e todo o seu casario e muralhas, têm a cor dourada da areia do deserto.
De acordo com os seus habitantes, as monções arrastaram a areia do norte de África até Malta e aqui, com a luz solar vibrante, mergulharam as suas paisagens num banho de intensa claridade, dando a ilusão que estamos, de facto, entre dunas.
De acordo com os seus habitantes, as monções arrastaram a areia do norte de África até Malta e aqui, com a luz solar vibrante, mergulharam as suas paisagens num banho de intensa claridade, dando a ilusão que estamos, de facto, entre dunas.
Malta é um destino fabuloso, que se busca por uma multiplicidade de razões:
- culturais e históricas - foi porto de abrigo de cruzados, piratas e nobres; aqui se fundou a Ordem dos Cavaleiros do Hospital de S. João de Jerusalem, no ano de 1530 d.C. e se travou, arduamente, uma resistência intransigente à ocupação Alemã, na II Guerra Mundial, cujos vestígios perduram e devem ser visitados;
- o puro ócio e a beleza espontânea e sem pretensões. Em qualquer ponta da ilha há uma formação rochosa, uma nesga de areia de onde podemos mergulhar nas suas águas muito salinas e de um azul turquesa profundo, nas quais nos refrescamos de um calor quase tórrido, e nas sombras cálidas duas ruas encontramos uma espécie de bálsamo e paz.
Os transportes públicos são assegurados por estas camionetas quase anacrónicas que nos transportam dentro da ilha, levando-nos para praias e destinos sem recorrermos ao aluguer de carros utilitários.
Podemos viajar entre cidades, usando, apenas, este meio.
Podemos viajar entre cidades, usando, apenas, este meio.
São camionetas encantadoras, de um amarelo inconfundível, com uma sineta a que não resistimos para pedir ao motorista que nos deixe num ponto qualquer.
Não se deve perder a experiência única de viajar desta maneira.
Cartão de visita de Malta, antes da sua entrada na União Europeia.
Lá está a sineta no tejadilho
A icónica camioneta de Malta, vista de trás
Chegar a La Valleta, a pequena capital de malta, é muito fácil. Para quem chegue em cruzeiro, basta desembarcar e subir uma pequena artéria que vai dar, praticamente à praça de entrada na cidade.
Malta, situada no cento do mar mediterrâneo, foi o ponto de encontro de guerreiros, cruzados, piratas e toda a sorte de aventureiros. Pela sua importância geo-estratégica, foi amuralhada no
século XVI, numa das suas penínsulas, pelos Cavaleiros de São João, uma ordem
católica romana.
Uma cidade reconhecida pelos seus museus, palácios e grandes igrejas barrocas, das quais se destaca a Co-Catedral de São João, cuja visita é obrigatória.
A fachada austera não deixa antever os tesouros artísticos que abriga. O piso de mármore multicolor das naves, onde estão os túmulos dos Cavaleiros da Ordem, é um refrigério para o olhar e para o corpo. A abóbada é inteiramente coberta de frescos que representam a vida de São João Baptista e as oito capelas,
cada uma dedicada a uma das línguas da Ordem também ricamente ornamentada. E nas paredes das naves laterais podemos admirar algumas das pinturas de Caravaggio, especialmente a que é considerada a sua obra prima, a "Decapitação de
São João Batista".
As ruas, íngremes e fustigadas pelos séculos, ladeadas por edifícios também eles muito decadentes, devem ser calcorreadas quando o sol já não nos queima, ou, se nos atrevermos a deambular pelo meio-dia, convém aproveitar as pequenas sombras projectadas pelos edifícios.
Panorâmica de La Valleta
Um passeio de cavalo também apetecível para conhecer a cidade.
A não perder é a cerimónia que se repete diariamente no Upper Barrakka Gardens, um jardim situado logo à entrada de La Valleta e que é uma das principais atracções da capital.
Dali, do parapeito deste jardim, podemos ver o porto de mar, onde atracam os navios cruzeiros, descansar os nossos pés da caminhada e contemplar as Três Cidades que compõem o núcleo de La Valleta.
Olhando para baixo, lá estará a bateria de saudação, com os canhões que foram inicialmente usados para receber navios e foram
restaurados para agora, às 12 horas em ponto, disparar uma salva por militares impecavelmente trajados, que cumprem a tradição.
A seguir, pode tomar uma bebida refrescante num café antigo que se encontra na emtrada deste jardim. Um ponto de encontro, em cada ida a Malta!
Um recanto da cidade a atestar a sua longevidade
E uma placa evocativa da presença de Napoleão Bonaparte nesta ilha.
As ruas de La Valleta a não perder são a rua da República e a rua do Comércio.
Com cafés, joalharias e monumentos, como a Igreja de São Francisco de Assis, a Igreja de Santa Bárbara ou o Parlamento,o teatro Manoel, que foi construído por um português de boa memória para os malteses, considerado o teatro mais antigo do mundo.
Vista de uma artéria central de La Valleta, que bem indicia como são antigas as edificações.
A praça central de La Valleta
Uma das ruas de uma das três cidades de La Valleta situada em frente aos Upper Barraka Gardens.
Aqui encontramos uma rede labiríntica feita de artérias estreitas, com casas bem cuidadas, ornamentadas com plantas e flores e com um nicho dedicado invariavelmente à Virgem Maria, numa demonstração inequívoca da religiosidade dos malteses.
Por todo o lado e para onde quer que olhemos, lá está o mar!
E a religiosidade autêntica do povo de Malta que não descura as suas festas.
No sítio mais improvável encontramos donas de casa que se refrescam no mar, conversando e flutuando com a maior das calmas...
Estas estão praticamente a centenas de metros do porto de mar onde atracam os navios cruzeiro....
Um recanto da cidade, com um restaurante tradiconal
MDINA não pode ser descartada numa viagem a Malta!
Vindos de qualquer ponto da ilha, é preciso visitar esta cidade, conhecida como a cidade do silêncio.
Mdina é a cidade que se situa rigorosamente no centro de Malta.
Ainda não chegados, já podemos avistar o seu promontório, com um belo bar onde ppodemos descansar e desfrutar da paisagem. Malta em 360º.
Nesta colina, os panos da muralha, bem conservados, abrigam uma urbe que não terá mais que 400 habitantes.
O trânsito de automóveis é proibido, e, assim, resta percorrê-la em coche ou a pé.
Em Mdina, tal como no resto da ilha, sente-se a presença de António Manuel de Vilhena, aristocrata Português que foi o 66º Príncipe e o Grande Mestre da Ordem de Malta, desde 1722 até 1736, data em que morreu.
Visionário e amante da arte, legou, entre outras obras, o Teatro Manuel, bem no centro da capital La Valetta, que é considerado um dos mais antigos teatros do mundo.
O arco através do qual entramos em Mdina.
Pormenor da inscrição do arco de entrada na cidade
As ruas de Mdina, imersas no silêncio.
Os palácios que pontuam em todas as ruas, habitados pela aristocracia de Malta.
Uma cidade idílica onde deve ser absolutamente aprazível ficar.
Cartaz turístico de Mdina
A Catedral de S. Paulo em Mdina.
O piso das naves coberto de mármore policromado, que lhe confere um ar solene, digno de um palácio de sultão.
Dentro usufruimos paz, frescura e sempre ... o silêncio.
O belo transepto da catedral.
Uma das muitas portas de Mdina.
Um toque sofisticado de Mdina: as portas dos palácios, decoradas
ricamente e pintadas com cores fortes, em contraste agreste com a
paisagem arenosa.
Pelas ruas estreitíssimas de Mdina, só se ouve, precisamente, o trote dos cavalos no meio de um silêncio pacificador.
Um recanto turístico que recorda a quem passa que aqui impera o silêncio.
É fácil perceber o quão agradável é viver dentro destas muralhas, a gozar dias de descanso na companhia de uns livros.
O promontório de Mdina.
Alcandorado neste cume, encontramos um bar e um restaurante agradável, onde podemos descansar as pernas, refrescar o corpo com uma bebida gelada e, essencialmente, passear o olhar por toda a ilha... até onde nos deixar ir a visão...
Até ao mar....
Num dos pontos da muralha, podemos assistir a espectáculos alusivos à história remota de Malta.
Mestres na arte do vidro e da filigrana, que herdaram dos portugueses, podemos ver um centro dedicado às artes, não muito longe de La Valleta.
O artesão fabrica uma cruz de Malta para a minha flha e convida-a a colaborar...
E em Malta há sempre mar.
A areia é escassa, mas quem precisa dela?
O mar é o nosso habitat, onde nadamos sem pé, com uma vista cristalina do fundo, onde pousam ouriços.
Uma pequena ondulação e uma fraca corrente dão o mote para um banho único, de madrugada ou com o por do sol, quase com a noite a chegar.
Absolutamente fantástico!
Não podia esquecer o gato maltês!
De pelo azul, com uma coloração acinzentada típica de Malta.
Em toda a ilha abunda, de facto, este tipo de gato.
Um lindo bichano a quem dedicámos muitas estrofes em criança...
O tal gato que toca piano e fala francês....
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