MICHAEL BUBLÉ EM ROTERDÃO
27 de Abril de 2012
O Ahoy é um recinto que recebe os mais variados eventos.
Concebido numa estrutura especial de aço, já ganhou vários prémios de design, nacionais e internacionais e a sua presença está intimamente relacionada com a reconstrução de Roterdão após a II Guerra Mundial.
É fantástico estar dentro deste pavilhão polivalente, cuja cobertura se desloca de modo a proporcionar os mais variados espectáculos ao ar livre, e desfrutar um conforto absoluto.
Aqui podemos assistir a concertos, devidamente sentados, com visibilidade total para um palco fabuloso e, até, degustar champanhe em fluts de plástico.
Tudo se processa com a máxima eficiência.
E, enquanto esperamos, podemos, ainda, comer snaks e as célebres batatas fitas com molhos, tão ao gosto dos Holandeses.
Michael Bublé em concerto.
O compositor e cantor canadense conquistou-nos com temas que alcançaram os Top 10 e hits como "Home", "The last dance", entre muitos outros que venderam milhões de cópias.
A sua voz é poderosa e doce.
E as canções sucederam-se, com um ritmo que nos pôs literalmente a dançar.
Não interessou a nacionalidade de quem ali estava.
M.B. deixou bem claro que não queria que fosse um concerto convencional, mas uma festa para todos.
E assim foi!
Sem vedetismos, e com uma dose de humor notável, quebrou barreiras de segurança e subiu para um palco, bem no centro do Ahoy, onde o público o rodeou como se vê nesta foto.
E como disse MB, pobres dos que pagaram um lugar nas filas da frente, pois agora cantava para quem estava mais longe do palco.
Mais um instantâneo do concerto, onde o ritmo pontuou.
O concerto foi sensacional.
Os ecrans gigantes verticais ampliam a sua presença no palco, cativante.
A sua imagem de marca.
Mais música, ritmo, swing, a passar vertiginosamente.
A alegria de momentos únicos e inesquecíveis.
A despedida, depois de 3 encores, com o público ao rubro.
Roterdão é, de facto, uma cidade moderna.
Quem a visita, depois de duas décadas, encontra uma malha urbana tecida com uma arquitectura arrojada e inovadora, onde se concilia a traça antiga e se concretiza o Futuro.
Por todo o lado, o mar e os seus braços são uma presença característica.
Nesta doca, convertida em Museu Marítimo, apreciamos livremente os guindastes, os faróis, os navios e as glórias do século XX.
E, como não podia deixar de ser, aqui estão as famosas casas cúbicas que se converteram num ícone de Roterdão. Situadas numa zona de docas antigas, são um conjunto integardo por 38 casas habitadas.
O projecto data de 1984 e é de Piet Blom, que desafiou a estética convencional.
A estranha sensação que nos deixam dá-nos a quase ilusão de lá se viver com os móveis caídos sobre as pequenas janelas.
Uma perspectiva clássica: de baixo para cima, onde as casas cúbicas deixam um espaço aberto ao céu.
A modernidade de Roterdão está em todo o lado.
Nos bairros modernos, nas pontes novas.
Tudo sem prejuízo da traça arquitectónica tradicional holandesa que faz com que a cidade se mantenha peculiar, diferente de tudo o que o nosso olhar ocidental conhece.
Roterdão pela noite.
A suavidade da luz que brilha, serena, na penumbra que cai.







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