PARIS COM UM OLHAR DESCONTRAÍDO


Paris - 2010
A Torre Eiffel: o principal símbolo da cidade-luz.
Conhecida no mundo inteiro, replicada em parques temáticos e casinos (como em Las Vegas), é uma estrutura impressionante que ainda hoje está de pé, apesar de ter sido concebida para durar cerca de 20 anos.
Construida por Gustave Eiffel, para dar entrada à exposição Universal de 1889 - que comemorava o 1º centenário da Revolução Francesa - é um verdadeiro prodígio de engenharia.




Para quem visita (ou revisita) a cidade, é um bom ritual subir por um dos elevadores, e ficar num dos seus patamares, a olhar a cidade, num ângulo de 360º, sem pressa.

A nossos pés, estão Les Invalides, e, muito perto, o túmulo de Napoleão Bonaparte, o rio Sena a serpentear, o Trocadero.
Num dia de sol, sinalizamos, sem dificuldade, todos os focos de atracção turística.
Da mesma forma, a Torre pode ser vista de qualquer ponto, já que é a construção mais alta de Paris.  



Depois de um olhar tranquilo em todas as direcções e de nos sentarmos, pausadamente, para um café ou ver uma projecção fílmica sobre a história da Torre Eiffel, as fases da sua construção e as principais efemérides ligadas à vida desta torre, é empolgante descer a escadaria em ferro, para descobrir segredos que lá ficaram gravados em inscrições, deixadas por turistas e apaixonados.



A descida a pé abre-nos outros horizontes e somos capazes de admirar (ainda mais) esta obra de arte.
É um verdadeiro desafio para a nossa imaginação descobrir ângulos novos e captar imagens que, seguramente, são irrepetíveis.




Esta é uma das formas de vermos a torre, de dentro para fora.
À medida que descemos, mais nítido se vai tornando o Champ de Mart (Campo de Marte), com os seus jardins periféricos, as filas de espera de visitantes, as pontes que atravessam o Sena, os edifícios circundantes, como se, de facto, deixassemos de planar nas alturas para aterrar na realidade.  




Uma fotografia que ilustra este sentimento de aproximação a terra firme. 
As cores, as texturas dos jardins fundem-se com as da treliça férrea da torre, deixando uma sensação de paz enorme.






Aqui está Gustave Eiffel que ganhou, entre cerca de 100 concorrentes, o concurso de design de engenharia para construir este monumento comemorativo.

Visionário para a sua época, foi incompreendido por muitos.
A obra continua de pé, e por uma circunstância quase fortuita: no termo do contrato de 20 anos, celebrado para a concessão do terreno, deliberou-se não desmontar a torre, por nela ter sido implantada uma antena de transmissão de rádio.

Foi apenas esta circunstância feliz que impediu que as gerações futuras não ficassem privadas desta obra de arte.





Em pleno Trocadero, um par de noivos dança para uma fotografia.
É usual esta imagem, já que, como em todos os lugares, há sempre quem prefira lembrar o dia de casamento com uma foto tirada num lugar emblemático e romântico da sua cidade.






Mais um ponto de visita obrigatória em Paris: a Pirâmide de Vidro, que serve de entrada actual ao Museu do Louvre.

Concluida em 1989 (no 2º centenário da Revolução Francesa), foi encomendada por Mitterrand ao arquitecto I.M. Pei que fundiu esta construção no estilo neoclássico do Museu, facto que gerou a maior das controvérsias na época.
Hoje é pacificamente aceite e admirada.

Na foto a pirâmide invertida, que serve de clarabóia a toda a estrutura subterrânea (centro comercial, paragem de metro, entrada do museu).





Uma das perspectivas da pirâmide externa principal.

Uma das polémicas originadas com a Pirâmide relaciona-se com o número dos seus paineis de vidro, em forma de losangos.
Apesar de existir uma divergência, há quem sustente que são 666 (o Número da Besta, associada a Satanás, no Livro do Apocalipse).
Esta clivagem reacendeu-se em 2003, com o Código Da Vinci, de dan Brown.
Teorias conspirativas, factóides, ou, quando muito, mera coincidência...

O clima interior é mesmo de uma serenidade apaziguadora, onde pessoas fluem sem cargas emocionais comuns em bilheteiras...
Um mero local de passagem, com toda a maravilha que é intrínseca aos lugares de partida e de chegada.





O que vale a pena é ficar um bom par de horas por ali, a admirar a técnica de construção, o arrojo futurista do seu autor, o choque entre as épocas históricas que, placidamente, convivem no melhor dos ambientes, a paz dos lagos que refrescam o Cour Napoleon, páteo principal do Palácio do Louvre.




Dois jovens em passeio, descontraídos.





O sempre eterno bateau-mouche (barco-mosca) que proporciona visitas panorâmicas de Paris, desde o rio Sena.
Especialmente à noite, em que a cidade se enche de luz.






Uma das entradas do moderno Forum des Halles, implantado no local onde existiu o mais antigo mercado de Paris, conhecido para a posteridade pelo "ventre de Paris" e que foi demolido em 1971 para dar lugar a este centro que alberga uma estação ferroviária, lojas comerciais, jardins.

Podemos chegar lá, depois de visitar o Louvre, numa caminhada que deve ser feita sem pressa, pois há uma encruzilhada de ruas interessantes para ver.




Um pormenor insólito: quem se lembraria de exibir numa montra tantas ratazanas?
Dissecadas é certo, mas são ratazanas de porte considerável, alinhadas em fila, dispostas em vários níveis, penduardas das respecivas ratoeiras, e com um cartaz muito elucidativo:
 "Ratos de esgoto capturados nos Halles por volta de 1925"






Meio de transporte aconselhado para uma visita relaxante.




Um avistamento digno de ser fotografado para a posteridade:
motard, com alforges laterais, enfrenta sem temor o trânsito mais umbilical de Paris, em direcção ao Arco do Triunfo.
COOL....






Vista de Paris, desde Montmartre, o local mais elevado da cidade.

Em dias de luz, é esplêndida a contemplação.
Nos degraus, descansamos da subida, e temos sempre alguém que canta.
Neste 28 de Março de 2010, a música foi por conta de uma viola de um italiano.

Para trás, a Basílica do Sacré Coeur (ou Basílica do Sagrado Coração), erigida em cumprimento da promessa de a França ser poupada às investidas do exercito prussiano.
Concluida em 1914, escapou, miraculosamente, aos bombardeamnetos de II Guerra Mundial, o que reforçou a fé de Paris.
De cruz grega (4 braços iguais) e estilo romano-bizantino.



Place du Tertre, o paraíso dos artistas sem atelier.
Aqui expõem as suas pinturas e vivem, entre admiradores e curiosos.

Em duas décadas este bairro e, em particular, esta praça transfiguraram-se, na mira exclusiva do lucro.
Onde antes era um espaço livre para artistas, exitem agora toldos que abrigam restaurantes.

Mas continua a ser especial descer as ruas estreitas e sair deste bairro em direcção ao mais antigo "casino" de Paris (Lapin Agile).
Passamos por casario muito antigo, minúsculas pracetas (numa delas uma escultura perpetua a memória de Dalida, cantora que se suicidou ainda jovem) e...uma vinha no coração de Paris!!!





Outro lugar especialmente dedicado ao lazer e descontração: os jardins do Luxemburgo, no Palácio com o mesmo nome, mandado construir no século XVII por Maria de Medicis, mãe de Luis XIII.

Durante a ocupação alemã (1940-1944) o palácio foi transformado por Hermann Goering em quartel da Luftwaffe e alguns dos seus aposentos mais luxuosos foram ocupados por ele e seus subalternos.

Curiosamente, foi também aqui que se realizou a Conferência para a Paz, em 1946, finda a II Guerra Mundial.
  

Nos dias de sol (ou sol encoberto) os parisienses sentam-se nas cadeiras e estendem-se sobre os relvados e recarregam baterias.




Numa das saídas do jardim do Luxemburgo, um conjunto escultórico imponente.
E a presença de patos, cujo habitat são os lagos do jardim.
Não temem a presençpa humana e pedem-nos alimento.





Homem que, provavelmente, vai entrar nos jardins do Luxemburgo.
Tirando um retrato e sendo retratado.





A menina de bronze sentada.




Rue do chat-qui-pêche (rua do gato que pesca) - a mais estreita rua de Paris.
Tem 1,80 metros de largura.

É preciso andar devagar e atento para a descobrirmos.
Mas aqui vai a dica: na rive gauche (margem esquerda) de Paris...

Diz a lenda que, no Século XV, viveu nesta rua um alquimista, cujo gato negro era tão hábil que pescava, com as suas patitas, os peixes do rio Sena.
Estudantes convictos de que se tratava de práticas diabólicas, mataram o gato.
O alquimista desapareceu, mas o gato sempre lá fiocu, a pescar... como era seu costume.





Cúpula das Galerias Lafayette.
Este edifício belíssimo foi construído por comerciantes, tem 10 andares e abriga marcas de renome internacional.

Vale a pena a visita pela inestimável e surpreendente beleza e glamour dos pisos, dos vitrais, da luz coada, do ambiente, das pessoas que compram e que descansam em canapés e sofás de veludo...

No Natal, as montras da Lafayette são obras primas de luz, movimento e som...





Em Saint-Germain-des-Prés, bairro da minha preferência, todos os mundos se cruzam.
Intlectuais e boémios, turistas e residentes, ociosos e estudantes universiários.

Por todo o lado, alfarrabistas e livreiros, lojas de moda, boutiques de roupa em 2ª mão, chapeleiros, luveiros e lojas de guarda-chuvas, cafés, esplanadas, quiosques, de tudo um pouco.

E esta banda de Jazz, que nos remete para Praga.
Está ali residente.
É só parar, escutar, dançar (para quem gosta) e dar uns euros.




A moda - chancela de Paris.



Um café típico de Paris com mesas e cadeiras em bambú e palhinha.
Quer faça frio, quer faça sol, é ali que estamos bem.
Para tomar um café e fugir ao rigor do frio ou para sentir o sol aquecer a nossa pele.

Descontraidamente...


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